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Quinta, 9 de setembro de 2010
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Home > Discussão de Casos > VHC SEM CIRROSE

VHC SEM CIRROSE

Paciente com 56 anos, soube se portador de anti-HCV positivo após doação de sangue espontânea. Procurou hepatologista para orientação. Trata-se de paciente hígido, sem comorbidades, com passado de transfusão de concentrados de hemácias após acidente automobilístico em 1980, quando teve que ser submetido a laparotomia. Não bebe ou fuma, não tem passado de uso de drogas, injetáveis ou inaladas, bem como nenhum familiar é portador de doença hepática conhecida.
 

1 - Não faz uso regular de qualquer medicação. Sente-se bem, exceto por leve astenia que relaciona ao fato de ser estressado no trabalho. O seu exame físico foi irrelevante, exceto pela cicatriz cirúrgica mediana em abdome e pelo sobrepeso com IMC=28 Kg/m2. Conduta:
 
a) Repetir o teste anti-HCV por ELISA, e realizar acompanhamento ambulatorial, não sendo necessário realizar o teste RNA-VHC, já que o paciente apresenta fator de risco (transfusão)
b) Realizar o teste RNA-HCV por PCR para confirmar a presença de viremia. No entanto, pelo sobrepeso, o tto será contra-indicado
c) Realizar o teste RNA-HCV, e caso positivo deverá ser avaliado para tto

 
2 - A confirmação da infecção crônica foi realizada através de técnica de biologia molecular para detecção do RNA viral em sangue periférico (PCR qualitativo). A seguir optou-se pela realização da biópsia hepática para definição da necessidade de tratamento, cujo resultado evidenciou moderado grau de inflamação hepática e moderado estágio de fibrose - classificação de METAVIR A2/F2 - e presença de esteatose. Conduta:
 
a) A determinação das aminotransferases deveria ter sido realizada antes da biópsia hepática, pois caso fossem normais poderia não ter sido feita a biópsia hepática
b) A biópsia hepática não deveria ter sido realizada, pois é dispensável atualmente
c) A biópsia hepática foi bem indicada, já que pode ser realizada ab initio naqueles com RNA-HCV positiva, independente dos níveis de aminotransferases (principalmente no presente caso onde se supões uma evolução mais longa, o paciente é do gênero masculino e tem mais de 40 anos) e da genotipagem

 
3 - Sabendo-se da indicação para tratamento após realização da biópsia, foi solicitada pesquisa do genótipo e posteriormente a carga viral. Seus resultados foram: genótipo 1a e carga viral igual a 1.200.000 UI/mL. Os exames solicitados para averiguação da presença de doenças da tireóide, diabetes mellitus, HIV/AIDS, cardiopatia, bem como exame oftalmológico, foram negativos. Seu status mental foi considerado normal. Foi iniciado, então, tratamento com interferon peguilado associado a ribavirina.
Qual a melhor opção:
 
a) O tto recomendado é PEG-IFN + RBV por 24 semanas
b) O tto recomendado é PEG-IFN por 48 semanas
c) A carga viral deverá ser reavaliada na semana 12 de tto. Se for negativa o paciente deve ser tratado por 48 semanas, e se houver redução de 2 logs mas ainda com viremia, o tto poderá ser estendido até 72 semanas.

 
 

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